10/04/2026
O primeiro trimestre encerrou com um cenário relativamente equilibrado para os produtores de alface no cinturão verde paulista. Embora os preços tenham caído em relação ao ano passado, os custos de produção também diminuíram, o que reduziu a pressão financeira observada nos meses anteriores. Segundo colaboradores da Hortifrúti/Cepea, a redução da área plantada e investimentos mais cautelosos no início do ano contribuíram para o controle da oferta e para o suporte do mercado.

As chuvas foram intensas, mas concentradas em períodos específicos. Aliadas ao bom desempenho das variedades de verão, os impactos foram mais localizados, permitindo a recuperação das áreas afetadas.
Em termos regionais, em Ibiúna, a alface crespa manteve-se estável, fechando o período de janeiro a março a US$ 0,24 por unidade. A alface americana teve uma queda de 4%, com preço médio de US$ 0,42 por unidade. Em Mogi das Cruzes, os preços apresentaram maior volatilidade. A alface crespa teve um preço médio de US$ 0,30 por unidade e a alface americana, de US$ 0,52 por unidade, com quedas de 13% e 6%, respectivamente, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Para o próximo trimestre, de abril a junho, as expectativas indicam cautela contínua nas decisões de plantio, visto que as condições climáticas do outono tendem a favorecer a produção. Ao mesmo tempo, as previsões que apontam para uma alta probabilidade de El Niño nos próximos meses podem afetar a produção devido às temperaturas mais elevadas esperadas.




