10/04/2026

A safra de melancia no Rio Grande do Sul encerrou este mês com resultados abaixo do esperado. No final do ano passado, foram registradas chuvas acima da média em Encruzilhada do Sul e Arroio dos Ratos. Como resultado, muitas áreas em fase de desenvolvimento, com colheitas iniciais programadas para dezembro, tiveram que ser replantadas. A produtividade inicial na região ficou aquém das expectativas, e os custos de produção mais elevados limitaram as margens, embora estas tenham permanecido positivas.
As fortes chuvas e as temperaturas mais elevadas também aumentaram a incidência de antracnose nos campos, reduzindo a qualidade dos frutos em comparação com as melancias de outras regiões, como Teixeira de Freitas (BA). Com o avanço da safra, as condições climáticas melhoraram, principalmente em Bagé, onde o preparo do solo e a colheita ocorrem mais tarde e são menos afetados pelas chuvas.
Entre janeiro e março, a produtividade aumentou ligeiramente em comparação com dezembro, mas os resultados nos últimos meses da safra não foram suficientes para sustentar as margens de lucro. A safra de 2025/26 terminou com uma produção média de 34 toneladas por hectare de dezembro a março, 21% inferior à da safra anterior.
Os custos de produção aumentaram 30% em comparação com a safra anterior devido à necessidade de replantio e ao aumento dos preços do diesel, fertilizantes e defensivos agrícolas. Ao mesmo tempo, os preços foram 29% menores do que na safra passada e a qualidade das frutas foi reduzida.
As margens de lucro para os produtores de melancia no Rio Grande do Sul foram de US$ 0,07 por kg entre dezembro e março, uma queda de 61% em comparação com a safra anterior e o pior resultado para os produtores do estado nos últimos cinco anos.
Os preparativos para a temporada 2026/27 ainda não começaram, mas espera-se que as margens menores afetem a capacidade de investimento futura.
Fonte: HFBrasil




