30/07/2026
O que compreende a modernização das centrais de abastecimento? Com o objetivo de responder a esse e outros questionamentos, foi realizado no dia 29 de julho, no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), um encontro entre diretores, gerentes e funcionários da rede de entrepostos da CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo).

Em palestra intitulada “Diálogos Sobre Abastecimento: Funções dos Mercados Atacadistas de Visão de Futuro”, o consultor internacional da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), Altivo Cunha, que também é engenheiro agrônomo e doutor em economia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), destacou a importância das centrais de abastecimento e os desafios enfrentados na atualidade.
De acordo com o palestrante, na visão de organismos internacionais os mercados atacadistas de alimentos são instrumentos de desenvolvimento socioeconômico local. “Não são imobiliárias que alugam boxes, não são bairros comerciais urbanos, não são shoppings rurais e nem grandes sacolões”, resumiu Altivo. Devem ser entendidos como equipamentos fundamentais de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), que conectam o campo à cidade, promovendo a inclusão da agricultura familiar e a oferta diversificada de alimentos.
Caminhos para a modernização das centrais de abastecimento
“Está na hora de repensarmos as centrais de abastecimento. Precisamos refletir sobre como vai ser o nosso modo de trabalho para o futuro”, disse Altivo Cunha. Ainda segundo o palestrante, atualmente são 74 mercados atacadistas existentes no Brasil, sendo a CEAGESP a maior central de abastecimento do país e da América do Sul.
“Assim como as demais CEASAs, a CEAGESP é uma empresa multifacetada, com múltiplos interesses e objetivos estratégicos. Para buscar a modernização é importante organizar a visão de futuro num método que atenda a sociedade. A modernização das CEASAs não se faz apenas com uma nova infraestrutura ou com novos sistemas de informática, mas, sim, com a busca constante de ganhos para a sociedade. As centrais de abastecimento têm de incentivar, por exemplo, que os atacadistas e os produtores (de alimentos) também sejam agentes inovadores”, disse Altivo.
Diálogo em rede envolve entrepostos do interior e da capital
Além da equipe da CEAGESP que atua na capital, o encontro contou com a participação também do gerente do Departamento de Entrepostos do Interior (DEINT), José Paulino de Souza, e, ainda, de funcionários e gerentes dos entrepostos de Araçatuba, Araraquara, Bauru, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Sorocaba.
“Agradecemos ao Altivo Cunha pela palestra e a todos que participaram desse diálogo. Essa é uma conversa necessária para alinharmos entendimento sobre qual é a CEAGESP que queremos”, finalizou o diretor-presidente da Companhia, José Lourenço Pechtoll.
Fonte: Assessoria Ceagesp




