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Preços historicamente baixos para limões-taiti colombianos em meio à superoferta do México e do Brasil

24/07/26

O mercado de limões-taiti colombianos está passando por um de seus períodos mais voláteis dos últimos anos, de acordo com Óscar Portilla, representante da De Los Ángeles Produce, empresa exportadora sediada em Santander, Colômbia.

Portilla relata que, de fevereiro a maio, o setor teve uma temporada muito forte nos Estados Unidos, com preços chegando a US$ 60 por caixa de 40 libras (18,14 kg). Desde então, os preços caíram drasticamente. “Agora os preços estão em seu nível mais baixo de todos os tempos”, afirma o exportador.

Segundo Portilla, a principal causa dessa queda é o aumento do volume proveniente do México, principal concorrente da Colômbia nos EUA, e do Brasil, seu rival no mercado europeu. Ambos os países estão registrando grandes safras, o que leva a um excesso de oferta. De fato, o México está exportando atualmente cerca de mil contêineres por semana para o mercado americano.

Além das pressões sobre a oferta, há uma questão cambial. Segundo Portilla, a recente revalorização do peso colombiano frente ao dólar, impulsionada pela alta dos preços do petróleo em meio ao conflito entre EUA e Irã, está elevando os custos de produção em dólares e reduzindo a competitividade das frutas colombianas em relação às importações de outras regiões.

Em relação à produção, um inverno particularmente rigoroso durante grande parte do ano reduziu a produção nacional em 30% a 40% em comparação com o ano anterior. No entanto, ele afirmou que as fazendas com gestão técnica eficaz estiveram mais bem preparadas para suportar o impacto do clima do que os pequenos produtores.

Apesar dessa situação, a De Los Ángeles Produce mantém o compromisso com sua meta de exportar 400 contêineres este ano, principalmente para os Estados Unidos (93%), o Caribe, a República Dominicana, o Canadá e a Europa.

Portilla também destacou um fenômeno menos discutido: como as políticas de imigração dos EUA afetam o consumo. Como os limões estão principalmente ligados à comunidade latina, a demanda diminuiu porque muitos nesse grupo, preocupados com a deportação, estão evitando restaurantes e bares, mesmo durante eventos como a recente Copa do Mundo.

Portilla está moderadamente otimista em relação aos próximos meses: a produção mexicana deverá diminuir em agosto e setembro, o que poderá desencadear uma recuperação dos preços.

O exportador alerta o setor para que não negligencie o manejo agronômico durante períodos de preços baixos, observando que o ciclo de floração e colheita do limão-taiti dura cerca de 90 dias. Portilla acrescenta: “Se investirem com sabedoria quando os preços estão baixos, terão um desempenho muito melhor quando os preços subirem”. Ele enfatiza que a fertilização consistente, o suporte técnico e o controle de qualidade — não apenas durante períodos de alta do mercado — são cruciais para manter o volume e a qualidade quando o mercado se recuperar.

Fonte: https://www.freshplaza.com/latin-america/article/9860529/historically-low-prices-for-colombian-tahiti-limes-amid-oversupply-from-mexico-and-brazil

24 de julho de 2026

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