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O Brasil pretende quintuplicar as exportações de melancia até 2030

03/03/2026

Os exportadores brasileiros de melancia almejam um crescimento de até cinco vezes o volume de exportação até 2030, impulsionados por novas variedades e esforços para expandir o consumo de inverno no Hemisfério Norte.

Segundo dados compilados pela Abrafrutas, a melancia registrou o maior crescimento entre as cinco principais variedades de frutas exportadas no ano passado, com um aumento de 39,9% no volume e de 57,2% na receita. O segmento gerou US$ 115,6 milhões em receita e foram exportadas 185.500 toneladas, tornando a melancia a quinta fruta mais exportada do país.

“É possível quintuplicar o volume exportado nos próximos cinco anos”, afirma Luiz Roberto Barcelos, sócio da Agrícola Famosa e diretor da Abrafrutas.

O principal mercado-alvo é a Europa, onde os níveis de consumo permanecem abaixo dos de outras frutas. “Estamos criando uma cultura de consumo fora da temporada tradicional. Hoje, a janela de safra brasileira vai de setembro a abril, exatamente durante o inverno europeu, antes da colheita nos países mediterrâneos”, explica.

As frutas exportadas são posicionadas de forma diferente do mercado interno, com formatos menores entre 1,5 kg e 3 kg, predominantemente sem sementes ou com microsementes, e características sensoriais adaptadas. “No passado, essas variedades tinham menor vida útil, sabor inferior e menor resistência da polpa. Ao longo dos anos, houve melhoramento genético e uma melhoria significativa na experiência sensorial”, afirma Barcelos.

O Brasil cultiva aproximadamente 110.000 hectares de melancia, dos quais 5.000 hectares são dedicados a variedades especiais voltadas para a exportação, principalmente para a União Europeia. A Agrícola Famosa cultiva cerca de 2.000 hectares e exporta aproximadamente 300.000 toneladas de frutas de diversos tipos por ano, o equivalente a cerca de 12.000 contêineres.

Segundo Max de Aquino, do Grupo CMR, os ganhos de produção resultaram de avanços no manejo da lavoura. A empresa cultiva cerca de 2.000 hectares no Rio Grande do Norte, produzindo entre 13.000 e 14.000 toneladas de melão e melancia anualmente, incluindo 1.300 toneladas de melancia.

“Em boas condições, atingimos entre 45 e 50 toneladas por hectare. Um bom padrão de produção gira em torno de 33 a 35 toneladas. Dez anos atrás, esses números eram muito menores.”

As exportações destinam-se principalmente à Europa, através da Espanha e do Porto de Roterdã.

O mercado europeu aplica normas fitossanitárias rigorosas e de redução do uso de pesticidas. As empresas relatam investimentos em bioinsumos, sistemas de rastreabilidade, automação e monitoramento por drones. “Quanto à automação no campo e no centro de embalagem, buscamos sempre maior eficiência e menor margem de erro”, afirma Aquino.

O licenciamento ambiental, as autorizações de uso da água e as normas trabalhistas também fazem parte dos requisitos de conformidade para exportação. “Esses requisitos, em última análise, se traduzem em maior eficiência de gestão e produtividade”, conclui Barcelos.

Fonte: Globo Rural / DatamarNews

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