05/01/2026
Em 30 de dezembro, o presidente sírio Ahmed Al-Sharaa, acompanhado por Abdulkader Husrieh, governador do Banco Central da Síria, apresentou a nova libra síria, uma mudança que é tanto simbólica quanto econômica, enquanto o país espera se recuperar da guerra civil que o assola desde 2011.
As novas notas bancárias abandonam figuras e pontos turísticos históricos para destacar produtos agrícolas como frutas cítricas e frutos silvestres, flores de algodão e rosas damascenas.

Essa “neutralidade simbólica” é necessária e comum quando os países emergem de conflitos longos e dolorosos. O economista Eric Helleiner, citado pela Al Jazeera, explica que, nesse contexto, as novas moedas evitam deliberadamente figuras históricas e marcos geográficos que possam causar divisões ou evocar memórias dolorosas. Nesse caso, a moeda não é apenas uma ferramenta econômica, mas também uma mensagem política e social que transmite uma parceria compartilhada dentro do país, onde ninguém detém o monopólio do simbolismo. Aqui reside a sabedoria de escolher produtos frescos.
A nova moeda traz uma mudança no valor nominal da libra síria, com a remoção de dois zeros sem alterar seu valor ou taxa de câmbio. Assim, 100 libras antigas serão trocadas por uma libra nova. O Banco Central da Síria anunciou a abertura de um período renovável de 90 dias para a troca das notas antigas.
Fonte: Al Jazeera (em árabe)
Data de publicação: Segunda-feira, 5 de janeiro de 2026




