21/08/2025
Após mais de uma década de tentativas e entraves legais, o Equador pode voltar a entrar no mercado brasileiro com suas bananas. Richard Salazar, diretor executivo da ACORBANEC, disse ao Portalfruticola.com durante a visita do presidente equatoriano Daniel Noboa ao Brasil que a gigante sul-americana se comprometeu a cumprir a decisão judicial para que a fruta possa retornar a um mercado com milhões de potenciais consumidores.
O Brasil é o quarto maior produtor de banana do mundo, com uma produção de 6,8 milhões de toneladas, 99,5% desse volume total são destinados ao consumo interno.
Salazar explicou que eles vinham tentando importar bananas equatorianas para o Brasil desde 2012-2013, após a suspensão da entrada da fruta devido a alegações de sindicatos brasileiros, que alegavam que a importação da fruta do Equador representava um sério risco para suas plantações. Após a implementação da medida, o governo equatoriano a descreveu como restritiva, considerando que as medidas relacionadas à entrada de pragas já haviam sido acordadas em 2017.
“Temos clareza de que o Brasil é um grande produtor de banana. No entanto, existem nichos que podem ser atendidos em algumas redes de supermercados, hotéis e restaurantes com bananas premium e orgânicas “, disse o executivo.
Planos para bananas
Questionado sobre as projeções para as exportações de banana equatorianas, o presidente da Acorbanec disse: “É muito marginal, comparado ao que exportamos para a Rússia, que é de 1,6 milhão de caixas por semana, e para os Estados Unidos, que é de quase 90.000”.
“Estamos projetando com otimismo cerca de 50.000 caixas por semana “, disse ele, acrescentando que o teto ideal seria de até 100.000 caixas.
De olho na América do Sul, o executivo destacou que os principais destinos da banana do seu país são a Argentina, com quase 5% do mercado, e o Uruguai.
Em relação à logística de transporte, ele indicou que as remessas deverão ser enviadas por via marítima.
Dado que esta é uma história em desenvolvimento, após o recente anúncio dos presidentes de ambos os países, Salazar indicou que eles estarão monitorando a questão tarifária.
Por fim, o diretor executivo da ACORBANEC enfatizou que a política do governo equatoriano está alinhada com a liberalização comercial e em sintonia com os atuais desenvolvimentos do país.
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