31/03/2025
A segunda edição do Fruit Attraction São Paulo 2025 chegou ao fim com uma participação destacada de países do Cone Sul, especialmente Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, além de alguns players europeus, como Itália, Grécia, Egito e Holanda. No entanto, a ausência de vários países tradicionalmente exportadores de frutas da América Latina, como Colômbia, Peru, Equador, México, Panamá e Costa Rica, também foi notada.
O Brasil, anfitrião da feira, teve presença de destaque tanto em nível institucional quanto comercial. Merece destaque a promoção do abacate tropical, variedade local de grande porte e sabor mais adocicado, assim como a produção e consumo da variedade Hass, ainda pouco popular entre os consumidores brasileiros. Associações locais ainda promoveram produtos derivados, como sorvete de abacate, e programas de capacitação sobre o cultivo dessa fruta.
O Chile exibiu sua variedade de kiwis e maçãs, enquanto a Argentina focou em frutas cítricas, como laranjas e tangerinas. A Grécia também exibiu sua produção de kiwis, e os limões brasileiros foram um dos produtos mais promovidos na feira, especialmente para o mercado dos EUA.
Mangas, uvas e limões são percebidos como as frutas mais importantes desta edição. Empresas como a Gran Valle, especializada na produção de uvas e mangas, disseram que, devido à atual situação do comércio internacional, estão priorizando o mercado local e aproveitando breves janelas de oportunidade para exportar, limitando-se a períodos específicos do ano.
Entre as dificuldades mencionadas por vários expositores brasileiros destacaram problemas logísticos, como atrasos no transporte marítimo, altos custos de estadia nos portos e falta de trabalhadores. Isso levou muitos exportadores a optarem por mercados mais próximos na América do Sul, com tempo de trânsito mais curtos.
Também se falou sobre a situação do México em relação aos recentes ajustes tarifários em seu comércio com os Estados Unidos, o que pode motivar exportadores mexicanos a buscar mercados alternativos. Isso pode levar a cenários mais competitivos para outros países latino-americanos, especialmente para produtos como limões.
Embora a feira tenha servido para mostrar o dinamismo e a diversidade do fornecimento de frutas do Cone Sul e de alguns países europeus, ela também refletiu a atual complexidade do comércio internacional de frutas, marcado por obstáculos logísticos, mudanças nas políticas comerciais e uma reconfiguração de mercados prioritários para muitos exportadores.
Fonte: Fresh Plaza https://www.freshplaza.com/asia/article/9718866/fruit-attraction-sao-paulo-ends